Cidades & Região / Nova Andradina
8 dias após tomar primeira dose da vacina contra covid-19 em Nova Andradina, idoso contraiu doença e morreu
Vítima teve sintomas do novo coronavírus no dia 14 de março e morreu quatro dias depois
Da Redação
Moacir Ferraz, de 89 anos, a trigésima quinta vítima fatal da covid-19 em Nova Andradina, havia tomado a primeira dose da vacina contra a doença. Ele faleceu no último dia 18 na UTI (Unidade Terapia Intensiva) do Hospital Regional.
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Conforme apuração do Jornal da Nova, a vítima tomou a primeira dose da vacina dia 6 de março e iria tomar a segunda dose no próximo sábado (27), mas nesse intervalo, ele apresentou sintomas da doença no dia 14 de março, vindo a óbito no dia 18.
No dia 17 foi coletado materiais para exame Swab, que resultou no positivo para a covid-19, na noite do último sábado (20). Ele tomou a dose em domicílio, Moacir era cardíaco e morador do Jardim Universitário.
*Vacina
As vacinas contra o novo coronavírus, oficialmente denominado SARS-CoV-2, poderão controlar a doença causada por ele, a covid-19. No entanto, nenhuma delas será capaz de acabar com a circulação do coronavírus no planeta. A declaração é do médico Ricardo Palacios, diretor de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, um dos centros de pesquisa do mundo que participam do desenvolvimento de vacinas contra o vírus.
"Nós queremos gerar uma expectativa correta para a população. Nós não vamos acabar com o coronavírus com uma vacina. Qualquer uma que seja a vacina. O coronavírus veio e veio para ficar. Ele vai nos acompanhar. Durante todo o tempo de nossas vidas, nós teremos coronavírus circulando", disse o médico.
De acordo com o diretor, as vacinas que estão em desenvolvimento no mundo buscam controlar a doença causada pelo novo coronavírus. O pesquisador faz uma analogia entre a covid-19 (causada pelo coronavírus) e a gripe, causada pelo vírus influenza.
Pessoas vacinadas contra o vírus influenza podem chegar a desenvolver a gripe, mas, na maioria das vezes, a doença não se desenvolve de forma grave, que poderia levar à morte. Segundo ele, o mesmo deverá ocorrer com as vacinas contra o novo coronavírus. Elas serão pouco eficientes para impedir a infecção das pessoas com o novo coronavírus, mas deverão proteger as pessoas de desenvolver a covid-19 em sua forma grave.
"O vírus influenza não desapareceu e segue conosco. Seguirá, talvez, durante toda a nossa vida. Mas a gente tem uma doença [a gripe] controlável. A maior parte das pessoas vacinadas consegue controlar a doença. Se chegar a se infectar, não terá uma doença grave, não morrerá dessa doença", explicou.
Segundo Palacios, o objetivo de todas as vacinas é proteger contra a doença, e não contra a infecção. "Proteger contra a infecção é uma coisa a mais que, eventualmente, pode acontecer, e até pode acontecer por um tempo limitado", disse.
O Instituto Butantan, na capital paulista, é um dos centros do mundo que participam das pesquisas de construção de uma vacina contra o novo coronavírus. O instituto firmou uma parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech, que desenvolveu a Coronavac — que utiliza o coronavírus inativado para estimular uma resposta imunológica do organismo. *Revista Saúde
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